Remanejamento de jacaré em Livramento divide opiniões
Nesta quinta-feira (8), um jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris), espécie encontrada no sudoeste baiano, foi recolhido da Lagoa Zinho Tanajura — hoje urbanizada como Balneário Municipal — e levado para uma lagoa ao lado, conhecida como Lagoa do Amâncio, de pouco impacto urbano. A medida buscou reduzir riscos à população que frequenta o balneário e, ao mesmo tempo, garantir que o animal permanecesse em um ambiente seguro e mais adequado.
Segundo informações de fontes do L12 Notícias, o remanejamento foi realizado após monitoramento. A decisão, no entanto, não conta com apoio da maioria e diverge opiniões entre moradores e ambientalistas. Parte da comunidade defende a retirada por questões de segurança, enquanto especialistas reforçam que o jacaré foi conduzido para um local seguro e que sua presença é parte da fauna encontrada no sudoeste baiano.
Questão dos patos
A convivência com os patos introduzidos artificialmente no balneário também gera debate. Esses animais, que se tornaram símbolo do lazer local, acabam vulneráveis à predação natural do jacaré. Ambientalistas destacam que a solução não está em eliminar o réptil, mas em promover:
Educação ambiental para moradores e visitantes.
Sinalização adequada sobre a presença de animais silvestres.
Monitoramento técnico para garantir segurança e equilíbrio ecológico.
Impacto da medida
Para o jacaré: foi levado para uma lagoa vizinha, Lagoa do Amâncio, com menor impacto urbano.
Para os moradores: a decisão divide opiniões, mas reduz riscos imediatos no balneário.
Para os patos: permanece a necessidade de manejo e proteção, já que não fazem parte da fauna original da lagoa.
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