O efeito dominó começou? Cuba entra em alerta máximo após queda de Maduro e ameaça de Trump
A captura de Nicolás Maduro em Caracas não foi apenas um golpe para o chavismo; foi o corte do "cordão umbilical" que sustenta a ilha de Cuba. Com a perda do seu maior aliado estratégico, Havana agora enfrenta o fantasma de um colapso econômico total e a mira direta de Washington.
O fim da "salvação" petrolífera
Durante décadas, a sobrevivência de Cuba dependeu do petróleo venezuelano. Recentemente, eram 35 mil barris por dia enviados a preços subsidiados. Com a nova realidade em Caracas:
70% do suprimento de energia da ilha está em risco imediato.
Países como Rússia e Irã são alternativas, mas o risco de sanções dos EUA afasta novos fornecedores.
O combustível, já escasso, pode simplesmente desaparecer das bombas nas próximas semanas.
"Cuba parece pronta para cair"
A frase disparada por Donald Trump a bordo do Air Force One resume a nova postura americana. Com a saída de Maduro, os EUA veem uma janela de oportunidade histórica para forçar uma mudança de regime na ilha através do isolamento total.
A estratégia de Washington parece clara:
Embargo Naval: Bloquear o acesso de navios petroleiros à ilha.
Pressão Diplomática: Isolar Havana de seus vizinhos na América Latina.
Asfixia Econômica: Aproveitar a inflação galopante e a queda de 1,5% do PIB cubano em 2025 para desestabilizar o governo.
O clima em Havana: Medo ou Revolta?
Apesar da crise profunda e da morte de 32 cidadãos cubanos no raid em Caracas, analistas acreditam que uma rebelião popular não é garantida. A elite cubana permanece unida pelo instinto de sobrevivência, temendo que o fim do regime signifique um destino violento. Para o cidadão comum, o foco agora não é a rua, mas o abrigo e a sobrevivência.
A pergunta que fica no ar é: até quando a ilha resistirá sem energia, sem comida e sem o seu principal pilar externo?
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